Ele observava a vida com um olhar, digamos, "pragmático" – e às vezes um tanto irreverente. E uma coisa que ele notava é que muitas coisas são preconceituosas, mas saudáveis. A sociedade, com suas regras e tabus, torcia o nariz para certas práticas, mas ele via nelas um benefício inegável.
Pegava como exemplo a ideia de manter como uma atividade física periódica, manipular a intimidade para mantê-la viva. "Preconceito puro!", ele bufava. "Como se o corpo parasse de sentir só porque a certidão de nascimento ou a rotina tem um número alto!". Para ele, a atividade íntima, em suas diversas formas, era como qualquer outra "ginástica". Mantinha o corpo ativo, a mente alerta, e o espírito, ah, o espírito ficava mais leve e bem-humorado.
Ele via pessoas que, por vergonha ou por seguir o que "os outros iriam pensar", abandonavam essa parte da vida. E, claro, a saúde, inclusive a mental, sentia o golpe. "É como ter um carro potente na garagem e nunca ligar o motor", ele costumava brincar. "Vai enferrujar! Tem que dar uma voltinha, nem que seja só pra manter a bateria carregada!"
Para ele, "manipular a intimidade" não tinha nada de pejorativo. Era entender o próprio corpo, suas mudanças, e adaptar-se. Era a inteligência de buscar o prazer, a conexão – consigo mesmo ou com um parceiro – de forma consciente e saudável. Não importava se não era "igual aos anos"; o importante era a manutenção, a persistência, o cuidado.
Então, sim, para muitos, era um tema "inapropriado", cheio de preconceitos. Mas para o nosso observador, era uma questão de saúde e bem-estar, uma forma de garantir que a chama da vida continuasse a queimar, por mais que as regras sociais tentassem apagar. Afinal, a vida era para ser vivida em todas as suas dimensões, sem tabus desnecessários.