Em uma floresta distante, um jovem que vivia numa aldeia próxima. era conhecido por sua curiosidade insaciável e amor pela papelada. Um dia, enquanto explorava a floresta, ele descobriu um caminho desconhecido que o levou a uma clareira encantada. No centro da clareira havia uma árvore majestosa, com folhas que brilhavam como formulários ao sol.
Ele sentiu uma energia burocrática emanando da árvore e decidiu se aproximar. Ao tocar o tronco da árvore, ele foi transportado para um mundo de sonhos, onde as criaturas da floresta falavam em linguagem administrativa e tinham processos para protocolar.
Um velho sábio, que se apresentou como o Diretor da Floresta, apareceu diante dele. Explicou que a floresta estava enfrentando uma grande ameaça: a falta de verbas e a burocracia estavam afetando a vida das criaturas e a saúde da floresta. O Diretor pediu que retornasse à sua aldeia e preenchesse os formulários necessários para solicitar mais verbas.
Determinado a ajudar, voltou à aldeia e começou a preencher os formulários. Mas logo descobriu que os formulários precisavam ser assinados por sete diferentes autoridades, e que cada uma delas tinha um horário de atendimento específico.
Com o tempo, tornou-se um especialista em burocracia e conseguiu finalmente obter a verba necessária para salvar a floresta. As criaturas da floresta celebraram, mas logo perceberam que a verba vinha com muitas burocracias: agora elas tinham que preencher relatórios mensais sobre seu uso de recursos.
A floresta começou a se recuperar, mas as criaturas estavam ocupadas demais preenchendo papelada para aproveitar a natureza, tornando-se um exemplo de que a burocracia pode ser mais perigosa do que qualquer ameaça ambiental