146. Sonhe

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Era uma vez um lugar onde todos viviam. Não um lugar com nome ou mapa, apenas um lugar de existência. As pessoas ali aprendiam sobre a vida de muitas formas. Algumas aprendiam com o sol que esquenta, outras com a chuva que molha. Mas havia um jeito especial de aprender, que acontecia quando os olhos fechavam para o dia e se abriam para a noite.

Havia quem, ao dormir, recebesse em seus sonhos visões que mostravam o que era certo e o que não era. Não eram castigos de verdade, com dor ou gritos. Eram apenas sonhos, mas tão fortes, tão claros, que a pessoa acordava com uma certeza nova dentro de si. Como se uma semente de sabedoria tivesse sido plantada em seu sono.

Se alguém pensava em fazer algo que pudesse machucar outra pessoa, ou algo que não fosse bom para o mundo, o sonho mostrava as consequências. Não de um jeito assustador, mas como um espelho que reflete a verdade. Mostrava a tristeza que uma ação poderia causar, ou a alegria que uma boa ação traria.

E assim, as pessoas que tinham esses sonhos especiais aprendiam sem sofrer. Acordavam com um entendimento mais profundo, um coração mais gentil e uma mente mais clara. Elas sabiam, sem precisar que ninguém explicasse, o caminho a seguir. Eram as mais felizes, pois aprendiam a viver bem, guiadas pela sabedoria que brotava em seus próprios sonhos.

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