Um criador de coisas incríveis tinha um problema: ele amava explicar suas obras. Antes de terminá-las, durante a criação e após finalizá-las, ele explicava detalhadamente o que havia feito, como havia feito e por que havia feito daquele jeito.
Ele passava horas discutindo sobre as nuances de suas criações, desde a escolha das cores até a inspiração por trás de cada detalhe. Seus amigos e familiares o ouviam pacientemente, mas logo começaram a evitar suas apresentações.
Um dia, enquanto explicava uma de suas obras-primas, ele percebeu que alguém havia criado algo muito semelhante à sua ideia original. Ele ficou perplexo: "Mas eu ainda não terminei de explicar!"
Ele terminou a explicação, mas quando finalmente concluiu a obra, percebeu que ela já estava ultrapassada. Alguém havia feito algo melhor, mais inovador e mais atraente.
Ele se perguntou: "Será que eu deveria apenas criar e deixar que as pessoas descubram sozinhas?" Mas logo começou a explicar essa ideia para si mesmo, e o ciclo recomeçou.
E assim, o artista explicativo continuou a criar obras incríveis, mas sempre um passo atrás da obsolescência.