Um certo alguém resolveu fazer uma oração diferente. Queria pedir tudo de bom de uma vez só: paz, saúde, alegria, coragem, paciência, tolerância, gentileza, bom humor, bom-senso e até memória reforçada.
A lista era tão grande que parecia feira livre. Cada qualidade entrava como se fosse fruta na sacola. O problema é que, no meio da pressa, a língua do orador tropeçou: em vez de pedir “paciência”, saiu “paciência em dobro, mas só pros outros”.
No mesmo instante, todo mundo ao redor ficou calmo, sorridente, tranquilo... menos quem fez o pedido, que continuou impaciente, batendo o pé no chão, esperando que tudo acontecesse já.
No fim, aprendeu-se a lição: não adianta pedir virtudes como se fosse supermercado. Melhor praticar devagarinho, porque até a paz precisa de tempo para ser entregue.
E a paciência, coitada, chega sempre por último.